Planetas errantes: mundos sem estrela vagando pela galáxia
Expulsos de seus sistemas ou nascidos sozinhos, podem ser mais numerosos que as estrelas. E alguns talvez guardem oceanos.
Disco da Via Láctea
Os planetas que conhecemos giram em torno de estrelas porque foi assim que os encontramos: pelo efeito que causam na luz de sua estrela. Mas simulações de formação planetária mostram que sistemas jovens são caóticos, e que muitos planetas são arremessados para fora antes de o sistema se estabilizar.
Como são encontrados
Sem estrela, um planeta errante quase não emite luz. As detecções vêm de dois caminhos: o brilho infravermelho residual de mundos jovens e ainda quentes, e a microlente gravitacional, em que o planeta passa na frente de uma estrela distante e sua gravidade amplifica a luz dela por algumas horas. Levantamentos de microlentes sugerem que esses corpos podem superar em número as estrelas da galáxia.
Frios por fora, talvez não por dentro
Longe de qualquer estrela, a superfície de um planeta errante fica próxima do zero absoluto. Mas um mundo rochoso com atmosfera espessa de hidrogênio, ou uma lua com aquecimento por maré, pode manter calor interno por bilhões de anos. Em teoria, oceanos sob camadas de gelo são possíveis, como ocorre em luas do nosso próprio Sistema Solar.
Por que importam
Eles são um censo do que a formação planetária descarta. Contá-los é medir quão violenta é a juventude dos sistemas estelares, incluindo o nosso, que pode ter perdido um ou mais planetas gigantes no início.
