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TRAPPIST-1: sete mundos do tamanho da Terra em torno de uma estrela minúscula

Um sistema compacto, a 40 anos-luz, virou o laboratório preferido para testar se planetas rochosos de anãs vermelhas conseguem manter atmosfera.

Por Miranda2 min de leituraExemplo

TRAPPIST-1RA 23h06m · DEC −05°02′≈40 anos-luz

Concepção artística de mundos rochosos no sistema estelar TRAPPIST-1
NASA / JPL-Caltech

TRAPPIST-1 é uma anã vermelha ultrafria, com cerca de 9% da massa do Sol, a aproximadamente 40 anos-luz da Terra. Em torno dela há sete planetas de tamanho parecido com o nosso, todos em órbitas mais apertadas que a de Mercúrio.

Um sistema em miniatura

O planeta mais distante completa uma volta em menos de 19 dias. As órbitas estão em ressonância, ou seja, os períodos se relacionam por razões de números inteiros, o que estabiliza o sistema e permite medir as massas dos planetas pelo modo como eles se puxam. Três deles recebem uma quantidade de energia da estrela compatível com água líquida na superfície, se tiverem atmosfera.

A pergunta central

Anãs vermelhas são as estrelas mais comuns da galáxia, mas são temperamentais na juventude: explosões frequentes e radiação intensa podem arrancar a atmosfera de planetas próximos. Se os mundos de TRAPPIST-1 mantiveram ar, planetas habitáveis podem ser comuns. Se não mantiveram, a zona habitável em torno dessas estrelas pode ser um deserto.

O que o Webb já mediu

Observações do telescópio James Webb indicaram que os planetas mais internos, b e c, provavelmente não têm atmosferas espessas. Os planetas da zona habitável são mais difíceis de medir e continuam em observação. A resposta definitiva deve levar anos e muitas horas de telescópio.

Fontes

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